Matheus Ribeiro
Matheus Ribeiro com o namorado (Imagem: Reprodução / Instagram)

Matheus Ribeiro ganhou projeção nacional após apresentar o Jornal Nacional por um dia, posição alcançada devido ao destaque como apresentador de telejornais na TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás. Com a visibilidade, o lado homofóbico da coisa veio à tona e o jornalista relatou tudo nas redes sociais.

O agora âncora e editor-chefe do DF Record contou que foi a um restaurante em Brasília com o noivo, Yuri Piazarollo, e percebeu olhares diferentes para o casal: “Estávamos abraçados, fizemos nosso pedido e eu fui para a mesa, enquanto ele esperava no balcão. Na mesa da frente, três tristes exemplos do que ainda há de pior nesse mundo: gente ignorante e preconceituosa“.

Matheus observou reações homofóbicas de três pessoas, sobre a primeira descreveu do seguinte jeito: “Um senhor careca começou a dizer coisas do tipo ‘que nosso esses viados se pegando’, ‘esse mundo tá perdido’, ‘não existe mais homem de verdade’. Pareceu-me até um lamento, talvez por não ter encontrado um companheiro à altura daquilo que busca, tamanho o incômodo“.

O noivo do capitão da PM continuou o relato em seu perfil do Twitter, agora falando brevemente das duas últimas pessoas: “A 2ª pessoa, uma mulher loira, ria meio desconfiada, talvez temendo uma reação. Colocava a todo momento o guardanapo sobre a boca cheia de coxinha gordurosa. Olhava para mim, falava algo, mastigava mais um pouco. O terceiro sujeito, de cabelinho enrolado, estava bem de frente a mim. Parecia menos contaminado pelo teor homofóbico do papo, mas estimulava a conversa, nessa altura já percebendo que eu estava ouvindo“.

Matheus Ribeiro confessou irritação com o jeito que foi constrangido e pensou em resolver a pendenga, mas foi convencido do contrário: “Foram uns 3, 4 minutos. Tempo suficiente para que minha cabeça fervesse. Nunca tinha passado por uma idiotice dessas. Mas já devia saber que era questão de tempo. Levantei-me, fui até o balcão e abracei novamente o Yuri. Não cheguei até aqui pra ficar de cabeça baixa. Pegamos o lanche, nos sentamos e contei a ele, que só quis me acalmar. O café estava quente e eu, fervendo. A ponto de querer tirar satisfação. Mas Yuri me convenceu a ficar quieto“.

Quando o trio se levantou, chamei a atenção do puxador das falas criminosas: ‘Hey, senhor! Boa noite’… Seguido, claro, de um beijo na boca do meu noivo. Fiz um registro da mesa. Minha responsabilidade jurídica me faz borrar os rostos“, finalizou o jornalista, não deixando-se abater pelas tentativas veladas de censura e tomando suas particulares providências.

Um seguidor de Matheus apoiou a postura: “Parabéns pela calma de vocês. Em tempos atuais nós gays estamos errados pelo simples fato de revidar agressões. Sigamos essa nossa luta diária sem baixar a cabeça“. Outro seguidor sugeriu uma segunda resolução: “Deveria ter reclamado com o dono do estabelecimento“.

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