Zezé Motta
Zezé Motta se abriu sobre racismo e como rompeu sistemas de personaegens estereotipados (Imagem: Reprodução / Instagram)

Uma das maiores atrizes brasileiras, Zezé Motta lembrou o início da sua carreira na década de 1970. Em entrevista ao portal Alma Preta, a atriz revelou como fez para romper o sistema que sempre a escalava para personagens estereotipados.

“Uma das piores coisas é que eram personagens sem pai, sem mãe, sem marido, sem filho, em que a casa era a da patroa, não tinham sequer roupa de passeio. Eu não queria ser só isso”, afirmou Zezé.

A famosa confessou que se sentia desvalorizada as funções dos personagens eram sempre semelhantes e como isso a desvalorizava. “No começo, me chamavam sempre para os mesmos papéis. Era abre a porta, fecha a porta, serve o café. Nada contra quem faz isso. Mas eu havia ganhado uma bolsa de estudo em um dos melhores cursos da época e eu ficava pensando que eu poderia explorar melhor isso”, afirmou.

Logo, a artista passou a fazer parte de movimentos de intelectuais para inserir mais negros no mercado artístico. A criação do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro, em 1987, foi um destes programas. O projeto atualmente está paralisado por falta de patrocínio.

“A gente sempre via surgindo artistas brancos, mas os negros eram quase sempre os mesmos. Então, disponibilizávamos o catálogo com quase 500 nomes”, contou. “Eu gosto muito da palavra perseverança, porque no fim, é isso que faz com que não desistamos dos nossos sonhos”, completou.

Apesar da luta do racismo persistir, Zezé Motta ponderou que as conquistas avançaram bastante.“É tão importante falarmos de racismo, desigualdade, que um dia é pouco, precisamos de mais tempo. Isso é uma conquista maravilhosa”, finalizou.

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