A transição capilar é um processo muito importante não só por deixar a química de lado, mas também por ser um momento de reconhecimento do próprio cabelo. Afinal, ela leva a um reencontro com os fios naturais e uma redescoberta da aparência. Passar por ela não é fácil e vai exigir muita paciência e foco – mas, no final, todo o esforço vai valer a pena!

Se informar sobre a transição capilar, entender as diferentes etapas do processo e ter o amparo de um cabeleireiro vai auxiliar a passar por essa fase com mais confiança. Para te ajudar nessa decisão, a CH reuniu as principais dúvidas sobre a transição e as esclareceu em um bate-papo com especialistas. Confira abaixo e boa sorte!

O que é transição capilar?

A transição capilar acontece quando a pessoa decide parar de fazer qualquer tipo de química que altere a textura dos fios e deixar que o cabelo natural cresça.

Quanto tempo dura?

A duração da transição capilar varia para cada indivíduo. Os fios crescem entre um e dois centímetros por mês e a pessoa pode optar por cortar o comprimento que contém a química de uma vez ou seguir cortando aos poucos e lidando com as duas texturas capilares que ficarão ao mesmo tempo.

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O que é o big chop?

Big chop ou grande corte é quando a pessoa opta por retirar a parte do cabelo que ainda está com química logo no início da transição e corta os fios bem curtinhos.

A química pode alterar a textura natural do cabelo?

Muitas pessoas começam a alisar os fios desde criança e, quando passam pela transição capilar e veem a textura natural pela primeira vez em tanto tempo, acham que a química pode tê-la alterado de alguma forma. Porém, isso não acontece. A química age apenas no comprimento do fio, ela não modifica em nada a estrutura do cabelo natural que ainda vai crescer. O que ocorre é que, ao longo da vida, podem acontecer mudanças na textura capilar devido aos hormônios presentes no próprio organismo. Fases como a menstruação e gravidez, por exemplo, são momentos de grande alteração hormonal no corpo que podem impactar também na estrutura das mechas.

Pode fazer escova e chapinha durante a transição?

A utilização frequente da chapinha e da escova pode prejudicar o processo de transição. Isso acontece pois os movimentos feito com esses acessórios durante o uso esticam a fibra capilar e a alisam por tração, o que, com o passar do tempo, retira a definição natural do cabelo e vai mudando a textura do fio. Além disso, por serem fonte de calor, essas ferramentas ressecam os fios e podem deixá-los frágeis e quebradiços.

Dicas para lidar com a transição capilar

Se a decisão for manter o comprimento das mechas e ir cortando aos poucos a parte com química, o ideal é buscar alternativas para lidar com as duas texturas de cabelo que surgirão conforme os fios naturais comecem a crescer. Penteados que disfarcem essa diferença, técnicas para texturizar o pedaço alisado e cuidados para manter a saúde capilar são opções que auxiliam a passar pelo processo.

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Cuidados com os fios

A partir do momento em que a decisão de fazer a transição capilar for tomada, é preciso aprender a lidar com os fios naturais e cuidar do cabelo de acordo com a necessidade deles. Por isso, procure produtos que sejam indicado para as mechas que estão nascendo, sejam elas cacheadas, crespas ou onduladas. Muitas pessoas não estão mais acostumadas a cuidar do cabelo natural ou nunca aprenderam a fazer isso, pois começaram a alisar desde muito cedo. Por isso, é muito importante procurar o auxílio de um profissional que poderá ser um amparo durante o processo e explicará as necessidades e como cuidar das novas mechas.

Os cuidados com os fios variam de acordo com cada pessoa, porém, em geral, o cabelo cacheado é mais ressecado devido a curvatura do cacho, que faz com que a oleosidade natural não consiga chegar por todo o comprimento e as pontas. Por isso, manter uma rotina de hidratação a cada 15 dias é importante para garantir a saúde capilar e evitar a quebra. Pode existir também a necessidade de reconstrução da fibra, que deve ser feita com produtos especializados aproximadamente uma vez por mês.

Umectação

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A umectação com óleo vegetal é um hábito que auxilia na proteção da fibra capilar e pode ser feita uma vez na semana antes do banho, principalmente nos fios muito secos. Para fazê-la, divida o cabelo em mechas e comece aplicando o óleo das pontas até a raiz, mas sem depositá-lo no couro cabeludo. Em seguida, use o secador e um pente de dentes largos ou escova raquete para espalhar o produto por todos os fios e aquece-lo para garantir maior eficácia. Deixe o cosmético agindo por 15 minutos e depois faça a lavagem como de costume.

Fitagem

A fitagem é um passo que auxilia no cuidado com os fios durante a transição capilar. Ela ajuda a dar definição, controla o volume e pode até estimular a texturização da parte alisada pela química. Para apostar nela, divida o cabelo ainda molhado em mechas de mais ou menos dois dedos de espessura, aplique um finalizador de sua preferência e comece a fazer movimentos com os dedos entre elas como se eles fossem um pente, a ideia é que os fios formem pequenas fitas, daí o nome do processo.

É importante observar a direção em que os cachos se formam para que, durante a fitagem, o movimento siga essa orientação. Quando agrupamos o cabelo, ele perde a definição, por isso, ao separá-lo em fitas, auxiliamos que a definição natural apareça e também reduzimos o volume.

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Penteados para ajudar no processo

Os penteados são grandes companheiros da transição capilar, pois ajudam a disfarçar a diferença de texturas e ainda deixam o visual cheio de estilo. Coques, tranças, semipreso… Todas essas opções são ótimas alternativas para estilizar os fios. Acessórios como grampos, tiaras, turbantes, faixas e lenços também podem auxiliar na hora de inovar a produção. Se jogue na criatividade!

Dicas para texturizar a parte alisada

Texturizar os fios lisos para que eles fiquem mais parecidos com os naturais também é uma boa alternativa para lidar com a diferença entre os cabelos novos e os alisados. Além do babyliss, que deve ser usado com cautela pois é uma ferramenta térmica que pode ressecar as mechas, existem opções como bobes, bigudinhos, coquinhos e até enrolar os fios com os próprios dedos e prendê-los com grampo por um período até que formem os cachos. O ideal é testar as diferentes possibilidades e encontrar a que se adapta melhor para você.

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Esclareceu suas dúvidas sobre a transição capilar? Boa sorte, garota!

Quem deu as informações para esta matéria: Camila Carvalho, hairstylist do salão Clínica dos Cachos, e Gilson Ribeiro, hairstylist do salão Oasys Hair.